Cases de Sucesso
Parceria entre empresas e UFABC desenvolve
novos materiais para fabricação de pneus verdes



A UFABC com seu campus em Santo André, integra o ecossistema do Parque Tecnológico de Santo André. Seu Grupo de Ciência, Tecnologia e Inovação em Materiais (CTIM) foi credenciado como unidade EMBRAPII para obtenção de recursos de fomento a projetos de inovação. O CTIM atende demandas tecnológicas industriais de diversos setores, como a indústria de transformação de polímeros, pneus, adesivos, embalagens, energia, óleo & gás, biotecnologia, defesa, indústria automobilística e aeronáutica, construção civil, saúde e fármacos, papel & celulose, e tintas.
A Prometeon, instalada em Santo André, está envolvida com o Parque Tecnológico de Santo André desde a implantação, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego de Santo André, do programa de inovação aberta do município.
A Autoscience, empresa paulista de tecnologia, que foi selecionada no desafio lançado pela Prometeon, é uma empresa especializada no trabalho com novos materiais em micro e nano escalas e integrante do programa Rota 2030 (do Governo Federal, com foco no desenvolvimento o setor automotivo no país). O projeto foi coordenado pela professora Mathilde Champeau, do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas e pesquisadora do CTIM.

Desafio
No âmbito do programa de inovação aberta do Parque Tecnológico de Santo André, a Prometeon Tyre Group, multinacional fabricante de pneus para ônibus, caminhões e tratores, e a startup Autoscience, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e a Universidade Federal do ABC (UFABC), por meio do Grupo de Ciência, Tecnologia e Inovação em Materiais (CTIM), celebraram, em 2021, parceria para o desenvolvimento de compostos elastoméricos reforçados com materiais funcionais para serem utilizados na produção de novas famílias de pneus, denominados “pneus verdes”, cuja vantagem é a economia de combustível e a segurança.
Soluções
Os “pneus verdes” utilizam, basicamente, em sua composição borracha e sílica. São pneus de baixa resistência ao rolamento e que proporcionam ao veículo uma economia em termos de combustível. Na sua fabricação, parte do negro de fumo (material usado como reforço da borracha) é substituído pela sílica, que cumpre a mesma função, mas reduz a geração de calor no atrito com o solo. Essa redução leva a mais economia de combustível.
No entanto, a sílica é um material isolante e gera carga elétrica estática nos pneus. A adição de nanopartículas de carbono surge como uma solução para dissipar essa energia estática por abordar desafios relacionados à condutividade elétrica e ao desempenho mecânico, otimizando o uso dos pneus.
Os compostos elastoméricos, foco do desafio lançado, são utilizados na composição dos pneus, pois apresentam propriedades como elasticidade e resistência, principalmente quando submetidos a estados de forte tensão e compressão. As propriedades desses compostos melhoram a segurança e diminuem o consumo de combustível dos veículos.



Resultados
O projeto, desenvolvido em Santo André resultou em uma patente sobre o processo de obtenção de banda de rodagem de “pneus verdes" com propriedades anti-estáticas contendo nanotubos de carbono. A patente foi depositada no INPI em 2024.
Um artigo detalhado sobre a pesquisa foi publicado, no dia 1º de julho deste ano, na revista científica ACS Omega. A matéria está disponível no link: https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acsomega.5c01638.
